sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Anotações pra mim mesma #27: Ela

Hell-o, bem vindos a um "pequeno" desabafo:

Ela caminha pelo mundo carregando um vazio tão pesado que tudo ao seu redor precisa desmoronar para que ela se sinta em pé. A verdade cruel é que ela se sente um eco de nada, e, por não suportar o peso da própria insignificância, transformou a própria infelicidade em uma arma de destruição em massa.


Esta não é a primeira vez que ela opera esse ciclo macabro. Ela possui um histórico repetitivo de eleger alvos, transformar pessoas em meros objetos de adoração e manipulação, para depois tentar aniquilá-las. Para ela, a existência de outras mulheres é uma afronta pessoal. Ela é movida por uma inveja destrutiva: não basta querer o que o outro tem, ela precisa reduzir a pessoa a um completo nada, operando com a convicção doentia de que tem o poder de acabar genuinamente com a vida de alguém. Na sua cabeça distorcida, ela se autoproclama a única salvação da vítima, alimentando o delírio de que o outro é um ser solitário, sem amigos, sem rede de apoio e sem eira nem beira — convencendo-se de que ela era a única coisa real e importante que existia no mundo daquela pessoa.

O mais irônico e doloroso de tudo é que a pessoa escolhida para receber toda essa carga de maldade é alguém de bom caráter, com um coração genuinamente limpo e generoso — alguém que nunca mereceu passar por um centímetro sequer desse inferno planejado. Mas é exatamente a luz e a integridade dessa pessoa que atraem a escuridão dela.

Essa ausência total de uma identidade própria a força a um verdadeiro canibalismo psicológico. Como por dentro ela é apenas vácuo, ela tenta copiar suas vítimas descaradamente. Rouba trejeitos, discursos, gostos, estilos e até as dores dos outros, operando um vampirismo psíquico que suga a essência de quem está ao redor para tentar moldar uma máscara que ela mesma não possui.


Sua aproximação é cirúrgica e silenciosa: ela come pelas beiradas. Com uma paciência predatória, ela usa o love bombing — um bombardeio de presentes,elogios, atenção e falsa intimidade — para desarmar o outro e mapear minuciosamente suas vulnerabilidades. Ela estuda os pontos fracos de quem se aproxima, descobre onde dói, o que a pessoa teme e o que ela ama. Não há afeto real nessa adoração disfarçada, apenas uma coleta cruel de dados.

Quando a vítima está totalmente entregue e confiante, ela usa essa mesma munição para desmontar a pessoa por completo. Ela tentou me expor de todas as formas, inventando realidades paralelas que só existiam na cabeça dela para tentar queimar a minha imagem. Tentou me colocar em situações estranhas, desconfortáveis e perversas das quais eu não queria fazer parte, forçando-me a fazer coisas que iam totalmente contra a minha vontade, demonstrando uma incapacidade patológica de compreender ou respeitar os limites claros que eu exigi.


Essa amargura se alimenta de uma paranoia profunda e violenta, uma distorção da mente que beira o limiar do esquizofrênico. Ela habita um mundo que ela mesma inventou, uma realidade paralela onde ela é o centro de uma conspiração universal e o alvo de perseguições imaginárias. Para sustentar esse teatro e proteger seu ego frágil da verdade de sua própria maldade, ela se apropria de tudo — inclusive da espiritualidade. Usa termos sagrados, fala em "energias", "perseguição espiritual" ou "testes divinos" para justificar seu comportamento destrutivo e se blindar de qualquer culpa. O sagrado, em suas mãos, vira apenas mais uma ferramenta de manipulação e inversão da realidade.

O seu mecanismo de sobrevivência é a vitimização crônica e absoluta; absolutamente tudo nela é usado para se fazer de mártir. Se ela erra, foi o mundo que a induziu; se ela ataca, foi legítima defesa. Ela machuca, destrói relacionamentos e sabota quem a estende a mão, mas, no segundo seguinte, distorce narrativas, derrama lágrimas coreografadas e convence a si mesma de que é a verdadeira injustiçada da história. É uma crueldade calculada: ela pisa nos outros e depois grita que o chão a machucou.
Alimentando uma ilusão megalomaníaca, ela se convence de que sua presença é o pilar absoluto na vida dos outros. Na sua mente doentia, ela acredita fielmente que as pessoas precisam dela para existir e para ser alguém, projetando no outro a sua própria e desesperada necessidade de validação — afinal, é ela quem depende de suas vítimas para ter um contorno social. Ela age com a soberba dos covardes, certa de que não existe ninguém no mundo capaz de alcançá-la, desmascará-la ou sequer chegar ao seu nível de esperteza, operando nas sombras com a convicção de que pode ficar impune a vida inteira.

No entanto, ela cometeu o seu maior e mais cego erro: ela projetou em mim uma fragilidade que eu simplesmente não tenho. Eu sou muito mais forte do que ela jamais teve a capacidade de imaginar. Ela não sabe — e nunca terá a dimensão — das dores reais e de tudo o que eu já superei, aguentei e silenciosamente suportei para conseguir estar exatamente onde estou hoje. Ela não sabe quem me protege no invisível, e é completamente cega para o fato que eu tenho a minha pessoa amada do meu lado, a quantidade de amigos verdadeiros, meus familiares e tantas pessoas de alma bonita que me cercam, me guardam e me querem bem além da minha espiritualidade! A qual eu levo muito a sério.
Ela pode até achar que me conhece, mas claramente não sabe com quem está mexendo. Como diz em Penny Dreadful, minha série favorita:"ser tocada pelo demônio é como ser tocada pelas costas da mão de Deus." Eu carrego em mim a mesma quantidade de luz e a mesma quantidade de escuridão. Eu aguento tudo, carrego tanto o sagrado quanto o profano juntos, porque tenho uma força extrema para aguentar qualquer coisa.



A arrogância dela não passa de um escudo de vidro. Cada palavra ácida e cada ato de maldade não foram demonstrações de poder, mas sim o testemunho da falência interna dela. E o tempo, que é o senhor da razão, não falha. Ela não precisa do veredito da espiritualidade e nem da dignidade da qual achou que podia me roubar. A própria vida, em sua justiça silenciosa e implacável, já está se encarregando de cobrar a conta.

Ela realmente acredita, nessa ilusão de poder que criou na cabeça dela, que vai destruir a grande 'influencer' da internet e me fazer desaparecer do mapa correndo de medo. É até ridículo ver esse tipo de pequenez. O que ela não alcança é que a plateia dela é o absoluto nada; ela fala sozinha, despejando ódio para ninguém, porque ela simplesmente não tem essa relevância toda que imagina ter. E, na verdade, eu nem sei de onde ela tirou isso, porque eu nunca me declarei uma super influencer na internet.


A verdade é que eu pouco me importo com o status vazio de ser apenas mais uma figura em busca de likes e unboxings caros. Eu trabalho com modelagem alternativa e fotografia desde 2010, já tive relevância tanto aqui no Brasil, com marcas nacionais, quanto em trabalhos e parcerias com sites internacionais. Toda essa bagagem faz parte da minha história, mas nunca foi o foco da minha vida.
 
Minha verdadeira ambição nunca foi acumular mimos ou ostentar futilidades virtuais. O que eu realmente quero na vida é usar a minha voz para ajudar e inspirar pessoas de verdade a serem melhores na realidade da vida, praticando o bem. No fim das contas, a minha história é feita de arte, de trabalho real e de um bom coração — e o eco vazio de quem fala para o nada não tem força para apagar quem eu sou.

Atualmente, gerencio sozinha a minha própria banca de jornais, um espaço que transformei em um hub multifuncional. Enquanto o mercado tradicional encolheu, eu me reinventei: mantenho um público fiel de revistas e colecionáveis, ofereço estrutura de cafeteria, apoio o comércio local como vitrine colaborativa e opero como um ponto estratégico de logística na coleta de pacotes e devoluções. Faço tudo isso sem nenhuma equipe, equilibrando múltiplos papéis. 


No fim das contas, sou apenas uma pessoa real, focada em pagar minhas contas e viver um dia de cada vez com os pés no chão. Não estou aqui para competir com ninguém, muito menos para provar superioridade; o mundo já está difícil demais para isso. Com quase 40 anos nas costas, eu não tenho tempo nem saco para ficar brigando com invisível. Minha única busca é pelo básico, pelo meu sustento e por um equilíbrio com paz de espírito para seguir em frente sem surtar. 

Quando chega o final de semana, eu só quero poder tomar minhas brejas, ouvir minhas músicas, ficar com meu namorado, com a minha família, andar de motinha e caçar Pokémon. Quero tempo para as minhas coisinhas e os meus hobbies, que são cuidar da minha gatinha, das minhas plantas, dos meus peixes, arrumar minha casa, fazer meus projetos fotográficos e criar arte com qualquer coisa que seja. O meu próprio trabalho diário e a minha independência já dizem tudo o que importa.

Ela não tem a menor ideia do tamanho daquilo que perdeu ao escolher o caminho da traição, da força desmedida e da crueldade. No fim de tudo, o saldo é claro, evidente e definitivo: a perda foi inteiramente dela. Nunca minha. Hoje, ela apenas colhe, no isolamento da própria amargura, os frutos da colheita que ela mesma plantou.


Te desejo no fim tudo de bom, talvez você não possa controlar o que tem e realmente precise de uma ajuda especializada para tratar isso, porque parte de mim ainda acredita que alguma bondade pode existir. Não guardo mágoas, não desejo mal, não sinto mais nada,só livre de um peso que não era meu. De uma guerra que não era minha, de uma projeção e não realidade, é uma pena porque eu realmente dou chances demais as pessoas por ter um coração muito bom, isso causa um desconforto, me arrependo mas não posso mudar a minha essência e não será dessa vez que mudarei. Sigo agora meu caminho e você o seu, mas não haverá um retorno. 

Aqui me encerro e me despeço.

Batkisses