sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Anotações pra mim mesma #27: Ela

Hell-o, bem vindos a um "pequeno" desabafo:

Ela caminha pelo mundo carregando um vazio tão pesado que tudo ao seu redor precisa desmoronar para que ela se sinta em pé. A verdade cruel é que ela se sente um eco de nada, e, por não suportar o peso da própria insignificância, transformou a própria infelicidade em uma arma de destruição em massa.


Esta não é a primeira vez que ela opera esse ciclo macabro. Ela possui um histórico repetitivo de eleger alvos, transformar pessoas em meros objetos de adoração e manipulação, para depois tentar aniquilá-las. Para ela, a existência de outras mulheres é uma afronta pessoal. Ela é movida por uma inveja destrutiva: não basta querer o que o outro tem, ela precisa reduzir a pessoa a um completo nada, operando com a convicção doentia de que tem o poder de acabar genuinamente com a vida de alguém. Na sua cabeça distorcida, ela se autoproclama a única salvação da vítima, alimentando o delírio de que o outro é um ser solitário, sem amigos, sem rede de apoio e sem eira nem beira — convencendo-se de que ela era a única coisa real e importante que existia no mundo daquela pessoa.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Anotações pra mim mesma #26: Quebrando laços, desatando nós

 


Hell-o bloodbats, cá estou pelo celular mesmo..rs me deu vontade de postar e então cá estou já que me aconteceram tantas coisas em um único final de semana que agora tudo já me parece outra vida! Uma nova vida! Vamos recomeçar...


Estava vendo tv e tive vontade de publicar um dos meus contos que foram publicados num projeto da minha cidade que representa muito esse momento que me fez me pensar  com meus botões que: 

O silêncio, também é resposta e muitos laços podem ser quebrados e desatados sem nenhuma palavra!


Portanto:

Clique na imagem para aumentar 


Espero que sirva para outras pessoas também como pra mim. 
Batkisses

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Feliz Día de Muertos

Morrer.
Morrer de corpo e alma.
Completamente.
Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores que murcharão num dia,
De velas que queimarão chorando,
Dos amigos que chorarão fingindo.
Morrer sem deixar o nome nas tábuas de bronze da lápide,
Nem no papel almaço do inventário,
Nem na memória de um só sobrevivente.
Morrer assim.
Como um rio que se perde no mar imenso.
Como a névoa que se desfaz ao primeiro raio de sol.
Como o perfume da flor que se extingue na brisa.
Ser a terra, a água, o ar, a luz.
Ser tudo e não ser nada.
Estar em tudo e não estar em lugar nenhum.
Libertar-se da dor, do desejo, do tempo.
Desvencilhar-se da própria identidade.
Esquecer e ser esquecido.
Deixar apenas o silêncio...
Um silêncio cheio de Deus.

Manuel Bandeira

💐🤍🪽